41 graus Celsius, falta de energia, incêndios… Onda recorde de calor atinge América do Sul – Libertação

41 graus Celsius, falta de energia, incêndios... Onda recorde de calor atinge América do Sul - Libertação

Aquecimento global

Altas temperaturas recordes são esperadas neste fim de semana na Argentina, Uruguai e sul do Brasil. Em Buenos Aires, a alta demanda por eletricidade está causando apagões.

Na Argentina, um decreto do governo na quarta-feira exigia que os funcionários trabalhassem remotamente na quinta e sexta-feira, mas a medida não tem nada a ver com o surto de Omicron: os funcionários públicos foram instados a ficar em ambientes fechados para reduzir o consumo de eletricidade. Os apagões são uma realidade comum para os argentinos, mas provavelmente serão agravados pelos recordes de calor previstos nos próximos dias: a severa deterioração da rede elétrica inevitavelmente sofrerá com os picos de consumo esperados.

Em Buenos Aires, o termômetro subiu para 41,1 graus Celsius na tarde de terça-feira. O limite de 40°C não é atingido desde 1995. As autoridades recomendam beber grandes quantidades, usar roupas leves, comer sem excesso e evitar atividades físicas. A forte demanda por energia elétrica causou apagões em 700 mil residências na capital (14,5 milhões de pessoas) atendidas pela Edenor, empresa resultante da onda de privatizações em massa desencadeada em 1991 pelo presidente peronista e ultraliberal Carlos Menem. Seu primeiro proprietário, EDF, retirou-se em 2005.

As reclamações dos usuários contra a Edenor ou Edesur, sua contraparte sul da Grande Buenos Aires, continuam persistentes e levaram a pesadas multas impostas às distribuidoras pela Enre, o regulador geral do setor de energia. Após fortes aumentos de preços sob a presidência de direita de Mauricio Macri (2015-2019), o peronista de esquerda que o sucedeu, Alberto Fernandez, impôs um congelamento de dois anos nos preços do gás e da eletricidade. A queda nos lucros que se seguiu justifica, segundo as concessionárias, a falta de manutenção da rede, responsável pelas frequentes interrupções.

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Sem chuva por trinta dias

Em maio, o governo encerrou o congelamento de juros ao permitir aumentos de até 9% no ano. Esse pedido se enquadra no Fundo Monetário Internacional (FMI), que atualmente está renegociando a enorme dívida da Argentina: o país deve enfrentar em 2022 prazos de amortização, entre capital e juros, de cerca de US$ 19 bilhões, e 20 bilhões para 2023. Peso “insustentável” O ministro da Economia, Martin Guzmán, foi convocado. Outra promessa feita ao FMI: este ano, a divisão de preços por bairros deve ser implementada: a partir de agora os ricos vão pagar mais do que os pobres. Nesse período, o apagão dura e dura em média sete horas.

A onda de calor agrava a situação da seca. As regiões produtoras de milho e soja, principal riqueza agrícola da Argentina, ficaram trinta dias sem chuva. Ele diz que os rendimentos vão cair Diário Clarion São esperadas 48 milhões de toneladas de milho contra as inicialmente previstas 56 milhões de toneladas e 40 milhões de toneladas de soja em vez de 45. O déficit será superior a 5 bilhões de dólares, estima o jornal.

O verão quente do sul pode ser sentido em todo o “cone sul” do continente americano: Uruguai, Paraguai e sul do Brasil. Apenas o Chile parece menos afetado. No Uruguai, o recorde histórico de 44,5°C deve ser quebrado nos próximos dias. A situação meteorológica coincide com o desenvolvimento da variável omicron. jornal diário de Montevidéu País Mostra as longas filas a serem testadas: Alguns esperaram oito horas em pleno sol.

O risco de incêndios devido a temperaturas extremas também pesa muito nos países afetados por essa onda de calor. No Uruguai, um incêndio destruiu 37.000 hectares de floresta nas províncias de Paysando e Rio Negro nos primeiros dias do ano. É o incêndio mais perigoso da história do país, com estado de alerta máximo declarado, enquanto a previsão do tempo não anuncia precipitação para as próximas duas semanas.

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