A descoberta no Brasil de um elo perdido pertencente a um ecossistema marinho, com 380 milhões de anos

Uma equipe internacional coordenada por Abderrazak El Albani, professor do Instituto de Química de Ambientes e Materiais de Poitiers (Universidade de Poitiers / CNRS), descobriu no Brasil organismos do tipo anelídeo (vermes), com 380 milhões de anos. Esses fósseis são caracterizados por um tubo aglutinado composto por partículas do tamanho de um pequeno grão de quartzo, constituindo uma morfologia incomum em forma de freio, desconhecida no registro fóssil. O estudo mostrou que esses organismos foram capazes de selecionar partículas de sedimento específicas. É a primeira vez que um tubo Paleozóico aglutinado pode ser atribuído com mais certeza aos anelídeos, o que esclarece o momento da divergência (mutações genéticas) dentro do grupo sedentário de vermes. De fato, as últimas reconstruções morfológicas (3D) mostram que a divergência desse grupo pode ter ocorrido antes do que se acreditava, ou seja, antes de 380 milhões de anos atrás. Tais dados explicariam melhor a frequência e a temporalidade das etapas evolutivas, possibilitando alimentar e fortalecer os modelos digitais necessários ao estabelecimento do relógio molecular. Este trabalho foi publicado em The Royal Society, Philosophical Transactions Proceedings B.

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