ajuda internacional chega à Índia, diz Brasil ao Sputnik niet

Coronavírus: ajuda internacional chega à Índia, Brasil diz niet ao Sputnik

A ajuda internacional começou na manhã de terça-feira a chegar à Índia, com a situação de saúde “mais do que dolorosa” segundo a OMS, devido a uma onda epidêmica que multiplica registros de infecções e mortes, enquanto o Brasil, outro país entre os mais afetados do mundo, se opôs a importação da vacina russa Sputnik V.

O primeiro carregamento de ajuda médica britânica, incluindo 100 ventiladores e 95 concentradores de oxigênio a bordo de um voo da Lufthansa, pousou em Delhi, conforme o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Índia, Arindam, tuitou. Bagchi, saudando um exemplo de “cooperação internacional”.

Um total de nove contêineres aéreos carregados com suprimentos, incluindo 495 concentradores de oxigênio, 120 respiradores não invasivos e 20 respiradores manuais, serão despachados esta semana, de acordo com o Alto Comissariado Britânico em Nova Delhi.

Por sua vez, a França especificou a natureza de sua “operação de solidariedade” que deve chegar à Índia no final da semana: oito unidades de produção de oxigênio medicinal por gerador, recipientes de oxigênio liquefeito, incluindo 5 transportados inicialmente, para fornecer oxigênio médico a 10.000 pacientes durante um dia, bem como equipamentos médicos especializados, incluindo 28 respiradores, disse a embaixada francesa em um comunicado à AFP.

Os Estados Unidos, após uma troca telefônica na segunda-feira entre seu presidente Joe Biden e o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, se comprometeram com a ajuda de emergência, incluindo, em particular, componentes para a produção de vacinas, equipamentos de proteção, testes de diagnóstico rápido ou respiradores. Washington também estuda a possibilidade de enviar suprimentos de oxigênio.

A União Europeia comprometeu-se a fornecer “assistência” à Índia através do seu Mecanismo Europeu de Proteção Civil. A chanceler alemã, Angela Merkel, também anunciou ajuda emergencial.

– Recorde mundial de infecções –

A urgência é gritante: em poucos dias, a variante “indiana” mergulhou este país de 1,3 bilhão de habitantes no caos, pacientes que sucumbem em hospitais saturados pela falta de oxigênio.

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Na segunda-feira, o país registrou um recorde mundial de 352.991 pessoas infectadas em um único dia, e um recorde nacional de 2.812 mortes. A Índia é o quarto país mais enlutado do mundo, com mais de 192.000 mortos. Os crematórios estão operando com capacidade total nos últimos dias.

Em Nova Délhi, testemunhas descrevem corredores de hospitais abarrotados de camas e macas e famílias implorando em vão por oxigênio ou por um lugar para seus entes queridos. Alguns morrem na porta do hospital.

A aglomeração da capital foi confinada por mais uma semana.

A situação na Índia é “mais do que dolorosa”, determinou segunda-feira o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. “A OMS está fazendo tudo o que pode” pela Índia, “fornecendo suprimentos e equipamentos essenciais, incluindo milhares de concentradores de oxigênio, hospitais de campo móveis pré-fabricados e equipamentos de laboratório”, e realocando “mais de 2.600 funcionários” como reforços, acrescentou.

A variante “indiana” ainda levanta questões. A OMS observa que ainda não se sabe se “os relatos de alta mortalidade se devem ao aumento da gravidade da variante, ao desgaste da capacidade do sistema de saúde devido ao aumento rápido do número de casos, ou ambos”.

A variante foi detectada na Bélgica, Suíça, Grécia e Itália, e vários países europeus estão afrouxando as restrições nesta semana, enquanto cortam as ligações aéreas com a Índia.

– “Incertezas” brasileiras no Sputnik –

No front das vacinas, a agência reguladora de saúde do Brasil (Anvisa), segundo país mais enlutado do mundo (391.936 mortes) e onde a vacinação se arrasta há muito tempo, opôs-se na noite desta segunda-feira ao pedido de vários estados do país importar o Sputnik V.

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“Jamais permitiremos que milhões de brasileiros sejam expostos a produtos sem a devida verificação de qualidade, segurança e eficácia ou, no mínimo, diante da grave situação que vivemos, de que haja relação favorável entre risco e benefícios ”, Disse Antonio Barra Torres, presidente da Anvisa.

A gestão da agência seguiu a recomendação de seus especialistas observando “incertezas” sobre a vacina, que ainda não foi aprovada pelos órgãos de saúde da União Europeia (EMA) e dos Estados Unidos (FDA).

Na tentativa de acelerar a vacinação, uma dezena de estados do Norte e Nordeste do Brasil assinaram contratos com o Fundo Soberano da Rússia (RDIF), que financiou o desenvolvimento do Sputnik V, para adquirir mais de 30 milhões de doses. O governo federal encomendou 10 milhões.

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A recusa de seus pedidos de importação é “uma foto do momento, do que foi possível analisar até agora”, disse Bara Torres.

Além das duas vacinas aplicadas desde janeiro (Coronavac e AstraZeneca), o regulador brasileiro já autorizou o uso das vacinas da Johnson & Johnson e Pfizer-BioNTech, que ainda não chegaram ao país.

Os Estados Unidos vão fornecer a outros países 60 milhões de doses da AstraZeneca, anunciou segunda-feira a Casa Branca, até então criticada por se recusar a exportar esta vacina ainda não autorizada no país.

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“Os Estados Unidos liberarão 60 milhões de doses da vacina AstraZeneca para o benefício de outros países assim que estiverem disponíveis”, tuitou Andy Slavitt, conselheiro da Casa Branca na luta contra a Covid -19. A programação será especificada posteriormente.

A marca de um bilhão de doses de vacinas Covid, administradas em 207 países ou territórios, foi ultrapassada neste fim de semana, de acordo com uma contagem da AFP.

O vírus matou pelo menos 3.109.991 milhões de pessoas em todo o mundo desde que o escritório da OMS na China relatou seu surgimento no final de dezembro de 2019, de acordo com um relatório estabelecido pela AFP a partir de fontes oficiais na segunda-feira.

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