Bayano Galdo Caribe é o Campeão do Mundo de MotoGP em França

(Foto: Marina Silva/arquivo Curio)

O baiano Jaldo Caribé foi o campeão mundial de BMX, disputado em Nantes, na França, que começou nesta terça-feira (26). Aos 22, já é bicampeão brasileiro na classe Cruiser aos 24 e detém os títulos sul-americano e americano. Ele foi o único jogador sul-americano a competir em sua classe hoje.

O jogador terminou em primeiro lugar nas três fases classificatórias, nas oitavas de final e nas quartas de final. Nas semifinais ainda foi o terceiro melhor, e conquistou uma vaga na Grande Final ao se sagrar campeão.

É o primeiro título mundial da carreira baiana, Ele até organizou uma loteria para coletar e pagar uma estadia de 12 dias na França, porque ele não tem patrocinador. A vigilância esportiva (Sudesb) pagou as passagens do atleta.

Comece o exercício
O atleta começou a andar de bicicleta no Petwaso Park ainda criança com o pai. “Meu pai me incentivava a andar de bicicleta desde pequena e costumávamos pedalar no Petwasso Park. Ele tinha uma cadeirinha na bicicleta, me colocava no chão e a gente pedalava. Quando cheguei a um ponto em que comecei a insistir que eu queria andar lá, aconteceu de eu tirar as rodinhas da minha bicicleta e foi amor à primeira vista. Você me trouxe só na primeira vez”, lembra o jovem. Desde então, inúmeros campeonatos estaduais e nacionais foram disputados e Jaldo cresceu vivendo nas vertentes paralelas de seus estudos.

No entanto, houve interrupções durante o voo. Uma lacuna o manteve fora dos pedais por quase quatro anos de sua vida. Como estudante de engenharia mecânica, a vida universitária foi fundamental em sua vida até o início de 2020. Nesse período, a perda do pai, um de seus maiores fãs de esportes, foi um dos fatores que levaram Galdo a voltar ao topo.

“Estava preso em casa, estudando, e não sabia que ia voltar para o BMX, pelo contrário, toda vez que via a moto em casa, na chuva, tinha essa sensação de tristeza e pensava ‘nós teve dias melhores’Lembrar.

Mas, como na primeira vez que ele tentou a pista, em 2007, levou apenas uma volta para encontrar seu coração batendo forte e querendo terminá-la de uma vez por todas. Ele lembra o incentivo que recebeu dos amigos, principalmente daqueles que praticavam BMX e sabiam da relação de Galdo com o esporte.

“Tem um grupo chamado Cachorro Velho, formado por pilotos de Salvador e Camaçari que praticam desde os anos 80 e 90. Eles me viram maior, conheceram meu pai, conheceram minha família. Me ligaram, consertaram a moto e foram para o Circuito de Camaçari. Foi só a primeira etapa e reacendeu tudo, os projetos de participação estão de volta.”

E em novembro de 2021 veio o período mais vitorioso. Em menos de dez dias, Jaldo Caribé conquistou os campeonatos brasileiro, sul-americano e americano. Desde então, ele não perdeu uma corrida na competição. “Depois de defender o título e conquistar um duplo título, não havia dúvidas de que o caminho era para a Copa do Mundo e vamos ver o que acontece lá.”

Seu primeiro campeonato brasileiro remonta a 2008 (Foto: Marina Silva / Curio)

O futuro está nas encostas

Falando com Jaldo, você não pode deixar de duvidar de seus planos para o futuro do esporte. Ele revela que agora conseguiu ter uma ideia mais completa do que é o esporte e conciliar isso com os estudos. Mas ele não descarta mudar de rumo para se tornar um profissional.

“Hoje eu tenho uma mente diferente, vejo o esporte de uma forma diferente. Não vou mentir e dizer que quero tentar um ciclo olímpico, sabe? O próximo evento é em Paris, e a partir de outubro deste ano, os resultados das Olimpíadas serão contadas. Não vou dizer que é bom, mas vou passo a passo. Depois da Copa do Mundo, tenho o América, em setembro, mas pretendo experimentar esse lugar em Paris”, explica.

O caminho para o profissionalismo no BMX inclui não só a habilidade e competência do atleta. Além do apoio que recebeu de seus treinadores Sudesb e Leonardo Gonçalves, Jaldo revela que não foi procurado por marcas para parcerias ou patrocínios.

Jaldo busca apoio de patrocinadores e parceiros (Foto: Marina Silva / Curio)

“Nunca tive uma oferta. Pelo contrário, sempre tive que me esforçar, recuperar o atraso. Hoje tenho amigos que me ajudam de uma forma ou de outra, sem remuneração, mas posso fazer preparação física, por exemplo, na academia sem Mas você não quer pedir muito porque não tem contrato, né? Eu nunca vi um contrato na minha frente.”

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