Brasil: a Amazônia, terra do confronto teológico

Brasil: a Amazônia, terra do confronto teológico

Um triste registro, registrado, entre agosto de 2020 e julho de 2021, pela progressão do desmatamento da Amazônia no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e seus análogos de satélites, em um ano mais de 13.000 km2 Desapareceu da floresta tropical. O equivalente à superfície de Montenegro. Flashback de partir o coração: Por quinze anos, não observamos tal devastação. O resultado direto da chegada do líder de extrema-direita Jair Bolsonaro ao poder no final de 2018.

O presidente brasileiro não tem qualidade para cuidar do meio ambiente e preservar a natureza: ele não tem. Mas por trás do abandono inicial da selva para exploração de todos os tipos, começou a luta pela influência religiosa entre as várias correntes evangélicas.

Stéphane Lavinot, pastor, ativista ambiental e jornalistaEle descreve isso em seu trabalho Ecologia, um campo de batalha teológicopublicado este ano pelas Éditions Textuel: “A batalha pelo meio ambiente e pela Amazônia cruza-se com batalhas teológicas (…). O demagogo à frente do país não quer mais proteger a Amazônia e seus habitantes, o que limitaria a o crescimento econômico do País no curto prazo e é sustentada por uma teologia em pleno desenvolvimento nos países do Sul: a teologia da prosperidade, com a figura de Edir Macedo Bezerra no Brasil, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. dos homens mais poderosos do Brasil, à frente de um império midiático.

Prosperidade contra a libertação. Essa corrente, encarnada pelo Partido Republicano no Parlamento, entra em uma luta pela questão da Amazônia e do meio ambiente global com o movimento dos sem-terra, apoiado pela teologia da libertação. Estas são, como escreve Stéphane Lavinot, “as bases sociais da esquerda brasileira e especialmente do Partido dos Trabalhadores. Na ecologia da teologia da libertação (…) encontramos a anti-idolatria do capitalismo e do crescimento a qualquer custo, e a coexistência da terra vista como lugar de vida, cósmica, antropológica, holística, social, política e religiosa (…) aos pobres e à natureza como vítimas do mesmo sistema capitalista dominante, patriarcal e moderno. »

Os cristãos, além da salvação em Jesus Cristo, terão riqueza, saúde e sucesso… contanto que pratiquem sua fé. É simples: damos e recebemos

“O meio ambiente e o ambientalismo estão dividindo profundamente as igrejas evangélicas, que são fortes no Brasil”, observa Yasmina Tawfik, diretora de vendas e parceria da Nostrum Partners no Brasil e correspondente local do Club Demeter, think-tank dedicado aos temas da agricultura e troca de alimentos. É uma divisão que atravessa a divisão social. Por um lado, missionários como Marina Silva colocam a conservação no centro de seu discurso. Por outro lado, algumas igrejas pentecostais, as mais elitistas, não se importam com No entanto, esses pentecostais estão muito presentes no governo Bolsonaro, são aliados de alguns atores do agronegócio, em particular mato-grossense, que querem fazer da Amazônia um playground para mineração e pecuária, enquanto derrubam florestas para criar pastagens.

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A pobreza é um pecado. Mergulhar na teologia da prosperidade permite compreender a aliança objetiva dessa corrente religiosa e seus interesses econômicos mais radicais e cínicos. Ele remonta à década de 1960 e vem dos Estados Unidos. Segundo ela, os cristãos recebem, além da salvação em Jesus Cristo, riqueza, saúde e sucesso… desde que coloquem sua fé em prática. É simples: damos e recebemos.E se não dermos o suficiente, não receberemos nada, e esta é a mancha do pecado.

Este “evangelho da prosperidade” diz que Deus quer que os cristãos sejam saudáveis, ricos e felizes, o que resultará da aliança que ele fez com Abraão. Os professores do evangelho da prosperidade incentivam seus seguidores a orar, até mesmo pedindo a Deus que os faça prosperar. E como é isso que ele quer, tudo tem acesso ao conforto material, inclusive o uso irrestrito dos recursos fornecidos pelo criador. O sistema circular, autossuficiente, justifica o excesso e a ganância e explica por que a Amazônia não é considerada um tesouro a ser preservado, mas uma mina de ouro a ser explorada.

Essa corrente evangélica desperta muita desconfiança, especialmente na França. Membros de igrejas protestantes no Conselho Nacional de Evangélicos na França condenam isso. Eles vêem nela “uma corrente compatível com as aspirações materiais de um grupo do cristianismo ocidental, Quem finalmente encontrou uma linguagem não proibida no dinheiro e “a idolatria da fé”. É o “paganismo religioso”, o apoio do poder populista brasileiro, que se expressa à custa da Amazônia.

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