Brasil | Jair Bolsonaro dá ‘ultimato final’ ao Supremo Tribunal

(Brasília) O presidente do Brasil advertiu sexta-feira que os protestos marcados para 7 de setembro representariam um “alarme” para dois ministros da Suprema Corte com os quais Jair Bolsonaro iniciou um impasse de várias semanas.


O líder de extrema direita participará das manifestações de apoio a seu governo que ele espera que se manifestem na terça-feira em todo o país para o Dia Nacional, em um esforço para mostrar força em meio a uma crise institucional.

“Não podemos permitir que uma ou duas pessoas usem seu poder para empurrar o país em outra direção”, disse Bolsonaro em cerimônia oficial no estado da Bahia (nordeste).

“A mensagem que você deixar para eles na rua na próxima terça-feira será um aviso para essas duas pessoas. Respeite a constituição e nossa liberdade e entenda que você está indo na direção errada.”

O chefe de Estado referia-se aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso do STF.

O primeiro decidiu, em particular, abrir uma investigação contra o presidente por divulgar informações falsas e ordenou a busca de vários de seus apoiadores suspeitos de organizar ou financiar manifestações antidemocráticas.

O juiz Moraes foi mais longe na sexta-feira, emitindo um mandado de prisão para o blogueiro do Bolsonaro Wellington Macedo por suspeita de planejar protestos violentos em 7 de setembro, Dia da Independência do Brasil.

Luis Roberto Barroso é também presidente do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) e se opôs fortemente ao presidente Bolsonaro em relação ao sistema de votação eletrônica.

O chefe de Estado, que tem repetidamente chamado o Juiz Barroso de “idiota”, fala regularmente em “fraude” eleitoral – sem nunca fornecer qualquer prova – dizendo, entre outras coisas, que deveria ter sido eleito desde o início.

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Ele também questionou a realização da eleição presidencial de 2022, dizendo, por exemplo, em julho: “Ou temos eleições limpas no Brasil, ou não haverá eleições.”

Após a invasão do Capitólio em Washington em janeiro, o presidente brasileiro alertou que o Brasil enfrentaria “um problema pior do que os Estados Unidos” se continuasse a usar o sistema de votação eletrônica em 2022, quando deverá ser eleito. O Presidente, Governadores, Representantes e parte dos Senadores.

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