Brasil: mobilizações contra despejos de moradias e fome

Milhares de brasileiros nas ruas recentemente contra o fim da moratória de despejo. Muitos não podem pagar aluguel por causa da crise. Esta crise ainda vê dezenas de milhões de pessoas sofrendo de fome. Uma emergência para a esquerda alguns meses antes da eleição presidencial.

Manifestantes preocupados nas ruas do Rio e de São Paulo. Eles exigem que a Suprema Corte mantenha a moratória sobre despejos de moradias. Estabelecido durante a pandemia, termina no final de junho.

Mais de 132.000 famílias estão ameaçadas. Como a de Luciana Galdino, de 44 anos, que desfilou no Rio:“Tenho família, tenho filhos pequenos e tenho medo de ser despejado. Tenho pavor de perder o lugar onde moro porque, se tiver que sair, não tenho para onde ir. E essa é a realidade de muitos brasileiros.”

Aos 50 anos, Adriana das Neves mora de cócoras. Mobilizada em São Paulo, ela explica: “A situação em nosso país não é fácil para ninguém. Temos que pagar aluguel com renda muito baixa e somos despejados quando não podemos pagar.”

A população pobre exige não apenas um teto, mas também algo para comer. 33 milhões de pessoas passariam fome. Ao todo, 3 em cada 5 brasileiros não têm segurança alimentar. Adriana Das Neves é inflexível: Estamos pedindo casas e comida, e comida barata, porque a comida em nosso país é muito, muito cara.”

Manifestante marcha segurando uma caixa de papelão representando sua casa durante um protesto exigindo melhores políticas habitacionais e que o STF prorrogue a moratória dos despejos impostos durante a pandemia que expira no final de junho, em São Paulo,



©ANDRE PENNER / AP

Criticamos o antigo congelamento dos gastos do Estado (governo Temer 2016-2018). Assim, a ajuda alimentar diminuiu gradualmente. Atingiu 100 milhões de euros em 2012, mas apenas 7,8 milhões em 2019.
No entanto, a situação de muitos brasileiros tornou-se precária com o forte aumento do desemprego, vinculado à pandemia. Lá, é a gestão considerada leve e arriscada da crise da covid pelo atual presidente de extrema-direita, Jair Bolsonaro, que é questionada.
Em frente, Luiz Inácio Lula da Silva, conhecido como Lula, líder da oposição de esquerda (Partido dos Trabalhadores) tem vento nas velas. O ex-chefe de Estado (2003 a 2011) é novamente candidato à presidência. Ele quer encarar o problema de frente e destaca a ação passada de seu partido (em 2014, apenas 4,2% das famílias passaram fome):
“Queremos cuidar dessas pessoas. Mostre que elas têm uma chance. Nosso programa contra a fome já deu provas. Já provamos que é possível reduzir a inflação e os juros.”

De qualquer forma, essa crise social duradoura pode pesar muito no resultado das eleições presidenciais de outubro próximo.

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