Irma: Uma busca poética pela emancipação nas fronteiras do Brasil

Em seu primeiro filme, Luciana Mazeto e Vinicius Lopes nos levam ao interior do Brasil atual. Este formidável país da América Latina foi rapidamente atingido por um meteoro. Mas para Anna e sua irmã mais nova Julia, este não é o fim do mundo. Pelo contrário, é o início de um novo dia profundamente tingido de liberdade.

A jornada de Anna e Julia começa com belas cores. As duas irmãs são tão jovens, confusas e unidas que qualquer provação é quase inimaginável. Infelizmente, sua mãe está muito doente e vai para o pai. Mas por que ir a esse canto perdido do Brasil para encontrar esse pai ausente? Julia é muito jovem e ainda não percebeu, mas Anna tenta libertá-los de seu responsável legal fazendo-o assinar um documento. A jovem tem sede de liberdade e não pode viver sob a tutela de uma figura parental.

Estar em forma

Os dois campeões finalmente chegaram a Mata, uma cidade rural de 5.000 habitantes no sul do país. Ao sair do grande conglomerado de Porto Alegre para o campo, estão redescobrindo os valores tradicionais e patriarcais que ainda atormentam a mente de alguns. Valores que ressurgiram há algum tempo no Brasil com a eleição de Jair Bolsonaro para chefiar o soldado com retórica populista de tendência fascista.

A situação não oficial de Anna e sua irmã mais nova começou a surgir nesta pequena cidade. Você tem que ficar onde não derramar muita tinta aqui, e a mulher deve ser “respeitosa”. É assim que o pai das duas heroínas quer criar suas filhas. Ele claramente se depara com Anna, forte Uma jovem emancipada e livre em processo de formação.

Em uma história criativa e romântica, os protagonistas tentarão quebrar os padrões que estamos tentando impor a eles. Essa busca pela libertação coincide temporariamente com a possibilidade de um meteorito entrar na atmosfera. O universo está prestes a virar?

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Até o fim dos tempos

Elementos lindos se repetem no primeiro longa-metragem dirigido por Luciana Mazeto e Vinicius Lopes. Eles dão uma linha capilar mais intensa para Irma. Mas quais são esses eventos estranhos que giram em torno do destino dos dois personagens principais? As estrelas parecem estar fornecendo suporte metafísico para duas meninas em sua busca pela liberdade.

Os diretores brasileiros mostram uma ousadia muito bem-vinda com esse universo que explica sua evolução no filme. Isso é evidenciado pela súbita epidemia que varre o Brasil: mulheres jovens estão se despindo em locais públicos para dançar e cantar. Uma bela forma de retratar a ironia e o exagero, o confronto entre o discurso feminista e as mentes paroquiais. Não, o feminismo não tem nada de feio e prolífico, apenas garante a Anna e Julia que ela crescerá e viverá como mulheres livres e iguais em direitos.

Julia incorpora metaforicamente esse modelo. Ela já consegue acalmar qualquer situação embaraçosa com um uivo sobrenatural. É evidente então que as irmãs conseguirão se libertar de seu pai e da túnica restrita com que se tenta prendê-las. O meteoro que está prestes a cair na Terra pode estar anunciando o fim dos tempos, mas não o anúncio de Anna e Julia, Irmãs e Mulheres Livres, para o fim do mundo e o fim do mundo.

Irma: Irmãs do fim do mundo, Por Luciana Mazzito e Vinicius Lopez, com lançamento previsto para 7 de julho de 2021

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