Notícias | Brasil: desmatamento recorde na Amazônia no primeiro semestre

Por La Provence (com AFP)

O desmatamento na Amazônia brasileira atingiu um recorde no primeiro semestre do ano, enquanto junho foi o pior mês para incêndios florestais desde 2007, mostraram dados oficiais na sexta-feira.

Desde o início de 2022, a maior floresta tropical do planeta perdeu 3.750 km2, o maior desde que esses dados começaram a ser compilados pelo sistema de monitoramento por satélite Deter, do Instituto Nacional de Pesquisa. (INPE), em 2016.

O recorde anterior para um primeiro semestre, que datava do ano passado (3.605 km2), foi batido enquanto os dados ainda não levam em conta os últimos seis dias de junho. Recordes mensais foram quebrados em janeiro e fevereiro, no meio da estação chuvosa, quando o desmatamento costuma ser menos significativo, do que em abril.

Quanto aos incêndios na floresta amazônica, os satélites do INPE identificaram 2.562 focos no mês passado, um recorde de 15 anos (3.519 em junho de 2007), um aumento de 11% em relação ao ano passado.

Um total de 7.533 surtos foram registrados desde o início do ano, um aumento de 17% em relação ao primeiro semestre de 2021, o pior número desde 2010.”A estação seca está apenas começando na Amazônia e já batemos recordes de destruição ambiental“, lamentou Cristiane Mazzetti, da antena brasileira do Greenpeace, citada em nota.Estamos presenciando nos últimos anos um desastre ambiental (…). A negligência do governo terá um impacto crescente na resiliência desses ecossistemas, com grande prejuízo para as comunidades locais.“, acrescentou Mariana Napolitano, do WWF-Brasil.

O presidente de extrema direita Jair Bolsonaro, que é a favor de permitir atividades de mineração e agricultura em áreas protegidas, é alvo de muitas críticas da comunidade internacional por sua política ambiental.

Os ecologistas o acusam, em particular, de favorecer a impunidade dos garimpeiros, fazendeiros ou traficantes de madeira que praticam desmatamento ilegal.

No ano passado, o Ibama, principal órgão público de proteção ambiental, gastou apenas 41% de seu orçamento em monitoramento, segundo o coletivo de ONG Observatoire du Climat.

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