Brasil: peixes como sentinelas da poluição

Brasil: peixes como sentinelas da poluição

Sendo zonas de transição entre a água doce dos rios e a água salgada do oceano, os estuários são receptáculos naturais de poluentes. Isso é inevitável? Como medir a saúde dos estuários? Parece que os peixes podem nos dizer alguma coisa. No Brasil, um estudo analisa o estado de saúde dos peixes em dois estuários no Nordeste do país, uma região há muito sujeita a descargas de poluentes industriais e agrícolas. Cinco espécies de diferentes guildas tróficas?Grupo de espécies que exploram a mesma categoria de recursos num ecossistema de forma comparável. são estudados. Medimos o índice hepatossomático (relação peso do fígado/peso total), o fator de condição (relação peso/comprimento), o estado de degradação do fígado e brânquias e o conteúdo de metais nos tecidos dos peixes. O Índice de Saúde dos Peixes categoriza todas as espécies como tendo deficiências graves. O mau estado fisiológico dos peixes reflete um forte impacto antrópico nos estuários estudados. Parece necessário continuar os estudos ambientais nestes estuários, mas sobretudo implementar políticas públicas para limitar a poluição das águas. O desafio é reduzir o impacto da poluição nos peixes e, consequentemente, na saúde humana, porque estes peixes representam uma parte significativa da dieta das comunidades locais.

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