Guatemala | Procurador anticorrupção expulso deixa o país para ‘proteger sua vida’

(Guatemala) Um proeminente investigador anticorrupção guatemalteco, Juan Francisco Sandoval, fugiu do país no sábado para “proteger sua vida”, segundo um oficial de direitos humanos, horas depois de ter sido afastado de seu cargo.


Sandoval acompanhou um mediador até a fronteira salvadorenha após sua “difícil decisão de deixar o país para salvar sua vida e segurança devido aos acontecimentos recentes”, segundo a Ouvidoria de Direitos Humanos. Guatemala.

O destino final do ex-promotor é desconhecido e fontes de organizações humanitárias salvadorenhas indicam que ele já deixou o país.

Sandoval foi destituído do cargo de chefe da Procuradoria Especial contra a Impunidade (FECI) na sexta-feira pela procuradora-geral Consuelo Porras.

O Ministério Público justificou essa demissão por “contínuos abusos e repetidas violações” da instituição e tentativas de “minar” o “trabalho, integridade e dignidade” do capitão.eu Boras.

A medida atraiu críticas do Departamento de Estado dos EUA, que chamou Juan Francisco Sandoval de “herói na luta contra a corrupção”, bem como de várias organizações humanitárias, membros da sociedade civil e empresas.

Em um tweet, o Departamento de Estado para as Américas Julie Chung condenou “um grande revés para o Estado de Direito”.

Ela acrescentou que a demissão “alimenta a impressão de que há um esforço sistemático na Guatemala para minar aqueles que lutam contra a corrupção”.

Sandoval disse na sexta-feira que enfrentou muitos obstáculos em seu trabalho na FECI e foi solicitado a não investigar o presidente Alejandro Giamatti sem a aprovação do procurador-geral, um pedido que ele disse ser “contra a independência e a independência” da FECI.

O Centro Anticorrupção e Impunidade da América do Norte (CCINOC) também denunciou a decisão, que acarretaria “retrocessos no combate à corrupção na região”.

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No sábado, cerca de 1.000 manifestantes saíram às ruas da capital, Guatemala, em solidariedade a Sandoval e exigiram a renúncia do presidente e do procurador-geral.

Os manifestantes também criticaram Alejandro Giamatti, médico de profissão, por sua gestão da epidemia e pela falta de vacinas e equipamentos nos hospitais públicos.

A FECI, ligada à promotoria, investiga casos de corrupção em grande escala. Ela trabalhou ao lado da agora extinta Comissão Internacional contra a Impunidade na Guatemala (CICIG), criada em 2006 por um acordo entre as Nações Unidas e o Parlamento, que expôs vários escândalos, mas cujo mandato não foi renovado em 2019 pelo ex-presidente da Guatemala, Jimmy. Morales (2006-2020).

Uma das revelações mais importantes foi a fraude aduaneira que motivou a renúncia do então presidente Otto Perez (2012-2015), acusado de liderar uma rede de arrecadação de propinas de empresários para evadir o fisco.

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