No Brasil, o movimento Black Lives Matter ganha força

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Em 25 de maio de 2020, a morte de George Floyd durante uma parada policial nos Estados Unidos causou uma onda de choque internacional. Na mesma semana, João Pedro, de 14 anos, foi morto a tiros pela polícia do Rio de Janeiro em relativa indiferença, sinal de que no Brasil, onde 56% da população é negra, o racismo está enraizado nas profundezas da sociedade. A polícia brasileira, a mais violenta do mundo, mata 17 vezes mais negros que a americana. Longe de Minneapolis, é organizado um Black Lives Matter amarelo e verde.

Enquanto no Brasil a temática racial era aliada política dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, a população negra agora vive um retrocesso. Segunda maior comunidade negra do mundo, o Brasil agora é governado por um presidente abertamente racista. Durante sua campanha presidencial em 2018, Jair Bolsonaro já declarou sobre os descendentes de escravos “que eles eram inúteis, nem mesmo para procriar”, ainda usando o slogan “minha cor é Brasil”.

Diante dos ataques, a luta negra se afirma na educação, na política e até na imprensa. Pela primeira vez na história do país, as eleições municipais de novembro viram mais candidatos negros do que brancos. Mas esses avanços esbarram na dominação branca profundamente enraizada e nos atos racistas implacáveis. Em particular no dia 19 de novembro, a morte de um negro espancado até a morte pelos guardas de um supermercado Carrefour em Porto Alegre gerou uma série de protestos em todo o país.

2020 continuará sendo sinônimo de progresso na luta contra o racismo? Entre o Rio de Janeiro, terra de chegada de milhões de escravos, e São Paulo, a megalópole econômica do país, nossos repórteres investigaram o cerne da luta racial brasileira, que ocorre, em português, sob o lema “Vidas negras importam” (” Vidas negras são importantes “). Ou o grito de um povo com profundo passado colonial.

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Um relatório de Laura Damase

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