Por que a situação na Holanda é preocupante?

A alternativa brasileira ganha força no país e pode se tornar majoritária até o verão na Holanda, segundo uma previsão.

A variante brasileira P1, uma das várias variantes que circulam no Brasil, tem estado no centro das discussões nos últimos dias. Em grande medida na maioria no Brasil, este “substituto de Manaus” contribui para o agravamento da situação sanitária no país, e preocupa a França, que acaba de decidir suspender os voos do Brasil, a exemplo de outros países como Portugal.

Vídeo – A alternativa brasileira: O que é necessário é quarentena obrigatória.

Mas essa variante de Manaus, mais contagiosa e mais resistente aos anticorpos produzidos por uma vacina ou infecção natural, já existe em muitos países. É particularmente prevalente na América Latina e, portanto, responde por 23,8% dos exames seriados no Chile nas últimas quatro semanas, 66,7% na Costa Rica e 9,1% dos realizados no Equador, segundo dados da estrutura. GISAID.

Holanda ‘preocupada com o surgimento de uma alternativa brasileira’

Essa variante também está presente na Europa, mas em menor proporção, com 0,5% dos casos positivos sequenciados na França, 5,4% na Bélgica e 1,8% dos casos sequenciados na Holanda, de acordo com a estrutura do GISAID. Na França, a participação da variante brasileira P1 permaneceu estável por várias semanas, cerca de 0,5% dos testes seriados. Mas à medida que o número de casos aumenta por várias semanas, a presença da variante brasileira aumenta mecanicamente.

Na Holanda, se a proporção da variante P1 permanecer baixa, 1,8% dos casos nas últimas 4 semanas, seu desenvolvimento é particularmente preocupante. “O Instituto Nacional de Saúde Pública e Meio Ambiente da Holanda, nota do editor) está preocupado com o surgimento da variante brasileira, pois parece ser mais resistente às vacinas e possivelmente mais contagiosa”, noticiou a imprensa holandesa, nesta terça-feira.

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Variável que pode estar na maioria no verão se continuar a progredir

Chantal Ruskin, virologista do instituto, descreve o número crescente de variantes mais contagiosas como “alarmante”. “Vemos a variante brasileira aumentando e resta saber se vai continuar nesse ritmo. Portanto, não sabemos ainda se a variante brasileira vai substituir a inglesa”, que responde por 9 entre 10 casos no país, explica Is Daily Volkskrant.

Se a variante brasileira continuar a se espalhar tão rapidamente, pode ter a vantagem no verão, acrescenta Henk-Jan Westeneng, neurologista da UMC Utrecht que monitora os números da epidemia, ao diário.

No Twitter, estimou-se que a variante Manaus “hoje responde por 7% dos casos seriados e sua progressão é impressionante. O número de infecções desse tipo está aumentando rapidamente, cerca de 60% por semana”, escreveu.

“A variável circula entre a população”

A situação é particularmente alarmante no condado de Gelderland, onde vários casos da variante P1 foram detectados. “O que é preocupante é que os casos parecem não ter relação entre si, em pessoas que não estiveram na América Latina, o que significa que a variante está se espalhando pela população. Se circular. Em Gelderland, em breve estará circulando em outros lugares”, afirmou. explica para o site. Distentor Especialista em Doenças Infecciosas Cinzas Brahma.

Fora da Holanda, a variante P1 também é motivo de preocupação no Canadá, onde quase 900 contaminações de variantes P1 foram registradas na Colúmbia Britânica, mais de um quarto delas na estação de esqui de Whistler. A suspensão dos voos entre o Brasil e a França pode não ser suficiente para impedir a disseminação da variante Manaus na França, pelos países onde já está se espalhando, principalmente na América Latina, mas também Canadá, Portugal e Holanda. Baixo se a situação continuar a se desenvolver desfavorável.

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A variante P1 carrega a mutação E484K, como a variante sul-africana, o que a torna mais resistente às vacinas. Também é mais contagioso do que a cepa primária do vírus e pode ser mais contagioso do que a variante inglesa, o que poderia permitir que ele ganhasse a vantagem sobre a variante britânica.

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