Um perfume do Brasil em Béarn

influências

Músicas francesas e música brasileira gostam de dialogar juntas, não é novidade! Desde que se conheceram, eles não param de piscar um para o outro em ambos os lados de um oceano que nunca foi um obstáculo, muito pelo contrário!

As pontes são múltiplas e ricas entre estes dois mundos, e muitas vezes conhecemos apenas uma parte muito pequena deste iceberg musical que as nossas duas culturas francófona e lusófona partilham.

A equipe editorial aconselha você

Para as letras, nossa base comum da língua latina faz casar naturalmente as poesias das línguas francesa e portuguesa. Vinícius de Moraes e Chico Buarque, para citar alguns, ambos amantes da literatura, têm laços privilegiados com a França (um foi diplomata em Paris, o outro vive há anos entre o Rio e Paris). Talvez por isso seus textos casem tão bem com as adaptações francesas, mantendo-se o mais próximo possível da prosa original. Autores a vivenciaram de forma inspirada, como Pierre Barouh, outros optaram por lançar suas próprias palavras e força poética nas melodias, desviando-se dos textos brasileiros e servindo à música magnificamente. É o caso de Claude Nougaro que declarou a Didier Sustrac, ele próprio compositor e brasileiro de coração: “A cultura é sua língua, seu país é sua língua”.

Vínculos íntimos

Ao longo do tempo, os artistas exploraram as ligações entre a bossa nova, o samba, o choro e a canção francesa. As melodias do nosso património podem ser domadas para soar em diferentes esferas rítmicas e harmónicas, convidando a redescobrir textos despertando a curiosidade de ouvidos de todas as gerações e nacionalidades. Essas influências, da canção francesa e da bossa-nova, estimularam um quarteto franco-brasileiro a adaptar títulos de canções francesas de diversos autores na modalidade bossa e samba. Os quatro amigos se apresentaram em diversas ocasiões em Bruxelas e Lille, e se encontraram no álbum Brassens dans tous ses states (Bossa Flor Music) que ilustra esta porta franco-brasileira. Na mesma esfera, Didier Sustrac desenvolveu seu estilo muito particular de “bossa com texto em francês”, seu sonho brasileiro, onde poesia e compromisso se escondem sob uma doçura despreocupada. Ele é acompanhado por Odile Barlier, uma “música selvagem” que cria todo um mundo de som em torno da terra e da água. A ideia de conhecer “Brazil in Béarn” floresceu com eles durante um show em Pau em 15 de agosto de 2021 como parte do festival Scènes au Vert. O entusiasmo do público fez germinar uma semente, desta vez um festival, com o quarteto e a dupla que se vão reunir novamente durante o verão de 2022.

READ  uma nova corrida para amadores no Brasil, notícias de bicicleta cyclosport

O programa

Quatro datas estão assim incluídas no programa da edição de 2022 em vários locais do Béarn:
• 6 de agosto – Le Bourg, Saint-Armou – Soltacorda, Bossa nova na Francofonia
• 7 de agosto – La Cour, Jurançon – Soltacorda, Bossa, samba e choro francófono
• 10 de agosto – Lac de Gabas, Lourenties – Brazilian Nougaro na primeira parte com Soltacorda, Didier Sustrac na segunda parte
Reservas e emissão de bilhetes em https://www.bossaflor.com/bresil-en-bearn

You May Also Like

About the Author: Hannah Sims

"Guru profissional do café. Jogador típico. Defensor do álcool. Fanático por bacon. Organizador."

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *