143 mortos em enchentes, “medo” diante de novas chuvas que atingem o Sul

143 mortos em enchentes, “medo” diante de novas chuvas que atingem o Sul

O sul do Brasil, devastado por cheias históricas cujo número de vítimas continua a aumentar, é mais uma vez atingido por chuvas intensas que deverão intensificar-se ainda mais no fim de semana, complicando o trabalho das equipas de resgate e aumentando o receio de mais danos. Domingo, 12 de maio de 2024, as autoridades locais estimaram 143 mortes, relata nosso correspondente no local.

“Muita gente vê a chuva e fica traumatizada. Vemos que as pessoas têm medo”diz aoAFP Enio Posti, bombeiro de Porto Alegre, capital do estado ainda inundado do Rio Grande do Sul. “Sabemos que quando chove a água acaba subindo ainda mais”ele continua, protegido da chuva por seu traje de neoprene.

143 mortos e 125 desaparecidos

As fortes chuvas do início do mês neste estado agrícola do sul do país provocaram o transbordamento de rios, afectando quase dois milhões de pessoas e deixando 143 mortos e mais de 800 feridos, segundo o último relatório da Defesa Civil. Sábado à noite.

Cerca de 125 pessoas continuam desaparecidas, enquanto mais de 537 mil foram forçadas a abandonar as suas casas devido à catástrofe. Especialistas das Nações Unidas e o governo brasileiro associam essas inundações às mudanças climáticas e ao fenômeno El Niño.

Cerca de 81 mil outras pessoas refugiaram-se em abrigos abertos pelas autoridades, enquanto mais de 92 mil casas foram danificadas ou destruídas, segundo a Confederação Nacional dos Municípios.

Mais aguaceiros e “tempestades isoladas”

Em comunicado divulgado no sábado, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que “entristecido”“devastação” no brasil. Ele também garantiu que Washington “trabalha para prestar a assistência necessária” às populações em coordenação com as autoridades locais.

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Desde o retorno das chuvas na sexta-feira em Porto Alegre e outras áreas já afetadas, as autoridades permanecem em alerta e aumentam as mensagens pedindo à população que não retorne às áreas do desastre.

A região espera “chuvas e tempestades isoladas”, que se prolongará até ao início da próxima semana, segundo o Instituto Meteorológico Nacional. Este último já alerta para os riscos de “inundações e choques elétricos”.

Os maiores volumes de precipitação estão previstos para ocorrer entre domingo e segunda-feira. A meteorologista Catia Valente alertou para o risco de novos deslizamentos de terra, principalmente no litoral norte.

Uma onda de solidariedade

Apesar das chuvas, o Guaíba, corpo d’água que faz fronteira com Porto Alegre, atingiu 4,57 metros no sábado. É o menor nível desde 3 de maio, segundo o governo do estado. Os primeiros transbordamentos geralmente ocorrem a partir dos três metros.

Na capital regional de 1,4 milhões de habitantes, as operações de distribuição de ajuda alimentar, água potável, medicamentos e vestuário continuam apesar da chuva. Instituições governamentais, empresas, figuras políticas e desportivas, artistas e cidadãos comuns estão a mobilizar-se para ajudar as vítimas.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu sábado na rede social “maior aumento de doações já registrado na história do nosso país “.

No bairro de São João, em grande parte ainda submerso, bombeiros e voluntários estão ocupados, jornalistas doAFP. A bordo de barcos infláveis, barcos ou jet skis, eles distribuem ajuda às vítimas do desastre.

Eventos extremos continuam

“Eles me resgataram passando de barco, eu liguei, eles pararam e me resgataram. Eu estava procurando minha família”diz aoAFP Everton Machado, morador de 36 anos. O fluxo de barcos para as zonas afectadas, onde muitas pessoas ficaram em casa com medo de saques, diminuiu, no entanto.

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A água engarrafada continua rara na cidade e os camiões cisterna abastecem abrigos, hospitais, edifícios e hotéis noite e dia.

Apesar das novas chuvas e do caos, os moradores estão tentando recuperar alguma aparência de normalidade. Algumas lojas estão reabrindo, enquanto a água começou a baixar em alguns lugares. Em outros lugares, os caminhões bombeiam a água lamacenta que ainda invade ruas e prédios.

Inundações históricas, incêndios florestais recordes, ondas de calor sem precedentes, secas e eventos climáticos extremos continuaram no Brasil nos últimos meses.

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