a taxa básica subiu 3,5% por causa da inflação

O Brasil aumentou sua taxa básica na quarta-feira em 0,75 pontos, 3,5%, em uma tentativa de limitar os disparos inflacionários, em uma economia atormentada pela crise do coronavírus.

É a segunda alta consecutiva da taxa, que subiu em março pela primeira vez em seis anos, de 2%, seu mínimo histórico de 2,75%.

A decisão, tomada por unanimidade pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), está em linha com as expectativas dos analistas.

O Copom explicou em nota à imprensa que provavelmente apresentará nova alta de mesma magnitude (0,75 ponto) na próxima reunião, em 16 de junho.

O comitê frisou que as próximas etapas da política monetária serão pautadas pela necessidade de cumprimento das metas para a inflação.

Em março, a inflação subiu 6,1%, superando o teto de 5,25% estabelecido pelo Banco Central.

Os especialistas consultados na última pesquisa Focus semanal revisaram em grande parte para cima suas projeções para a inflação de 2021, que contava com 5,04%, contra 3,34% no início do ano.

O Banco Central deve encontrar o equilíbrio certo, para evitar que o aumento das taxas impeça a retomada de uma economia atormentada pela crise da saúde.

A taxa básica sofreu vários cortes sucessivos até agosto de 2020, quando atingiu o mínimo histórico de 2%, para estimular o investimento.

Em seguida, permaneceu inalterado até março, quando a inflação provocou uma primeira alta.

taxas bancarias : pra cima Economia de 222 € graças ao nosso comparador

O PIB do Brasil contraiu 4,1% no ano passado, a terceira pior queda de sua história.

Mas a primeira economia da América Latina resistiu melhor do que os países vizinhos às consequências da pandemia, em particular graças à ajuda paga a dezenas de milhões de brasileiros.

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Especialistas consultados pela pesquisa Focus esperam um crescimento de 3,14% para 2021, número que vem sendo revisado para baixo desde o início do ano, devido ao agravamento da pandemia, que já fez mais de 408 mil mortos.

A crise deixou mais de 2 milhões de desempregados adicionais em um ano, para um total de 14,4 milhões de pessoas à procura de emprego, um recorde.

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